quinta-feira, 17 de junho de 2010

Copa do Mundo - Análise dia 6 e 7

Chile 1x0 Honduras



A equipe do Chile teve postura ofensiva desde o início da partida. O resultado de um a zero foi magro e pode prejudicar o Chile na hora de disputar a classificação para as oitavas. Equipe rápida e com futebol agradável e ofensivo provavelmente dispute a vaga com a Suiça, zebra da vez. Já a seleção de Honduras não surpreendeu ninguem. Pouco futebol, tendo como destaque o goleiro, que salvou o time de levar uma goleada.



Suiça 1x0 Espanha



Apesar de ser a grande zebra da rodada, o resultado não foi reflexo da partida. Estatisticamente a Espanha foi a segunda melhor seleção da rodada, perdendo apenas para o Brasil. Mas em questão de futebol a Espanha sobrou, fez jus ao título de favorita. Mas de fato a camisa pouco significativa em termos de Copa e a tradição de seleção pipoqueira ainda pesaram. Perdeu inúmeros gols por preciosismo de seus ótimos atacantes Fernando Torres e David Villa, e levou um gol esquisito da Suiça, num bate e rebate na trave, zagueiro, goleiro e atacantes. Já a seleção da Suiça, que entrou em campo determinada a se defender, foi muito bem dentro do seu propósito, deixou o jogo nas mãos da Espanha e se resumiu a marcação. Quando a marcação falhava, a sorte aparecia. Fez o gol com sorte e em seguida quase fez o segundo em uma grande jogada individual que terminou encontrando a trave. Mas além dessas duas jogadas, nada fez.



Segunda Rodada



E assim iniciamos a segunda rodada, que até agora tem sido muito superior a primeira, tanto no número de gols, quanto nos jogos que estão mais disputados e mais divertidos.

Uruguai 3x0 África do Sul



A seleção uruguaia foi surpreendente nessa partida. Ao contrário do ultimo jogo contra a França, conseguiu jogar, tocar a bola, conectar defesa e ataque. A solução foi simples: mover Diego Forlán do ataque para o meio de campo. Apesar de ser um finalizador por natureza, o jogador do Atlético de Madrid tem como forte caraterística a garra e a habilidade. E deu no que deu, um resultado que ninguem imaginava. Já a África do Sul decepcionou a todos, e em um dia histórico, quando o massacre que deu início ao combate ao Apartheid aniversariava. Os sulafricanos não conseguiram acertar passes, fazer tabelas como a que resultou no gol contra o México, nem finalizar.



Argentina 4x1 Coréia do Sul



A Argentina mostrou numéricamente para que veio. Apesar de não ter tido uma apresentação tão boa quanto na primeira partida, conseguiu aproveitar suas chances e fazer um grande jogo. Apesar da ameaça Coreana ao fazer seu gol, os hermanos aproveitaram a abertura dos Tigres Asiáticos e golearam. Mais uma grande partida de Messi, que deu um passe genial para o quarto gol que resume seu futebol. Messi não precisa de espaço para fazer o que poucos fariam mesmo com espaço de sobra. A seleção Sul-Coreana não jogou mal dentro de suas limitações, o resultado não foi reflexo prático da partida, mas de qualquer forma a derrota foi justa.

Grécia 2x1 Nigéria



Jogo mais surpreendente da segunda fase. Ninguem esperava nada desse embate, e o jogo acabou sendo muito bom. No começo a Grécia tinha sua postura conhecidamente defensiva e levou o gol cedo. Mas após a expulsão do jogador nigeriano Kaita, que teve atitude hostil boba e injustificavel, a Grécia partiu pra cima e conseguiu a virada. E não só isso, continuou pressionando até o fim, tanto que o melhor em campo foi mais uma vez o ótimo goleiro nigeriano Enyeama, que também havia se destacado na Copa Africana de Nações. A postura ofensiva grega lhes rendeu a quebra de dois tabús, conseguiram o primeiro gol em Copas e também a primeira vitória. Foram 14 gols sofridos até e então, para nenhum feito. Parabéns aos gregos que mostraram que também sabem jogar futebol. Pelo outro ponto de vista, a derrota nigeriana foi uma pena, mas veio como consequência da expulsão. Outra pena foi o segundo gol sofrido pela nigeria em uma falha de seu grande arqueiro (não comparavel ao frangasso do Green, mas tendo rebatido uma bola venenosa, porém de fácil defesa).



México 2x0 França



Essa foi a única partida fraca da segunda fase até então. A França continuava sem Henry e continuava apática, sem vontade de jogar e a espera do fim do jogo. O México que não é bobo nem nada (e está muito longe disso) aproveitou e fez dois gols, o primeiro em posição irregular e o segundo em um penalti discutivel, onde o jogador mexicano se atirou antes do toque, e aparentemente ocorreu fora da área. Mas de qualquer forma o resultado foi justo. Essa seleção francesa não merece avançar, e os mexicanos sim. Provavelmente México e Uruguai joguem buscando o empate, que classifica ambos. Uma pena uma equipe forte como a França demonstrar tal futebol e também a eliminação precoce dos Bafana-Bafana, que provavelmente quebraram o tabú de seleções mandantes nunca terem sido eliminadas na primeira fase. Espero que a alegria dos africanos não acabe, pois isso tem sido o melhor da Copa, evento que vai muito além do futebol. Mas deixarei esse tema no final da pauta, quando a Copa acabar e a ressaca pós-Copa começar, criando um bom momento para divagações.



Destaque para o bom rendimento das seleções sulamericanas que até então estão invictas e conquistaram bons resultados.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Copa do Mundo - Análise dia 5 (estréia do Brasil)

Mais um dia de futebol, com Brasil em campo!

Eslováquia 1x1 Nova Zelândia



Como disse anteriormente, apesar de simpatizar com ambas as seleções não acordaria para ver um jogo desse nível técnico, e sinceramente me arrependo um pouco. Como não vi o jogo não vou comentá-lo, mas vou comentar o pouco que conheço das seleções. A Eslováquia esteve no grupo do Brasil nas Olimpíadas de 2000, em Sydney (talvez eu esteja equivocado, talvez tenha sido em 2004) e criou dificuldades para nós, não lembro também do resultado, mas foi ou 1x0 para o Brasil ou empate. Na época, os garotos que provavelmente participem hoje da seleção principal mostraram uma marcação muito forte e um time taticamente correta. Já a Nova Zelândia (observada em alguns amistosos) é um time muito fraco, levemente concreta no âmbito tático, mas não se imaginava que os All Whites conquistariam algum ponto.



Costa do Marfim 0x0 Portugal



Portugal se tornou uma seleção bem falada pela boa campanha de 2006, pelos destaques individuais de Deco e Cristiano Ronaldo e especialmente em razão de ser treinada pelo Felipão. Para muitos foi surpresa a má atuação portuguesa de hoje, mas não para mim. Portugal tem uma equipe limitada, nada vistosa, de pouca movimentação, como sempre um time "morto". Os portugueses tem que se contentar e muito com o ponto conquistado. Além da fragilidade portuguesa, o domínio da Costa do Marfim foi decorrente de dois fatores: superioridade tática dos Elefantes, treinados pelo questionável Sven Goran Eriksson que apesar disso armou bem a equipe, e principalmente técnica mais apurada. Desde a ultima Copa venho falando da qualidade técnica dos Marfinenses, time que tem alguns talentos individuais como Drogba, Eboué, ambos os Tourés, Dindane e Kalou, e vários jogadores rápidos e fortes. O pecado era a falta de organização no futebol deles, coisa que se mostrou superada hoje. Na análise de ontem falei sobre Gana ser a esperança africana, não por ter melhores jogadores, mas por ser uma seleção mais entrosada, finalista africana, campeã sub-20, ter chegado as oitavas na ultima Copa e ter dado trabalho ao Brasil, apesar de ter sofrido derrota por 3 a 0, mas tecnicamente a melhor seleção africana é a Costa do Marfim desde 2006. Apesar da partida ter sido fraca do ponto de vista técnico, foi muito boa pelo lado africano do ponto de vista tático. Não deram a chance de Portugal jogar, marcando adiantado e antecipando sempre. Mas faltou a criação de alguma jogada incisiva. Espero que o time africano conquiste vaga nas oitavas, e se possível vá até mais longe. Já p



Brasil 2x1 Coréia do Norte



O Brasil também foi decepção para muitos, mas eu já avisava antes da partida que a Coréia causaria problemas. Não sou vidente e muito menos admirador do futebol norte-coreano. Minha base foi o estilo da seleção do Dunga: o contra-ataque. A seleção se saiu muito bem em jogos contra equipes fortes, deixando o adversário ter o falso controle da partida, concedendo o domínio da bola mas não dando espaço para criação de jogadas por parte do adversário, e na hora certa, encaixando os contra-ataques mortais. Esse tipo de futebol não funciona com seleções que jogam com 10 jogadores no campo de defesa, e o Brasil não tem a criatividade necessária para armar as jogadas contra uma defesa bem postada. O empate contra a pífia seleção boliviana em pleno Engenhão não me deixa mentir, foi decorrente desse estilo tático implantado por Dunga. Tanto aconteceu isso que o primeiro gol do Brasil foi "achado" e tardou a sair. E em jogos como esse o problema é o primeiro gol, quando a defesa do time que põe 10 atrás da linha da bola é penetrada pela primeira vez, perde toda a consistência e os gols fluem com facilidade. E nem isso o Brasil conseguiu fazer, conseguindo apenas o segundo gol e incrivelmente conseguindo levar um gol em detrimento de total displicência. Outro fator preocupante é a falta de qualidade de Kaká e Luís Fabiano. O primeiro se mostrou fisicamente bem, tendo sido o terceiro que mais correu na partida, mas tecnicamente foi muito aquém do esperado. Já Luís Fabiano entrou na neura do jejum de gols e jogou nervoso, fazendo muitas faltas, o que resultou em uma partida muito fraca. Eu havia comentado sobre não botar fé nesses dois para a Copa. Na minha opinião, e sei que muitas criticas virão como consequência desse comentário, Kaká nunca foi o jogador genial que consideram. É um bom jogador, tecnicamente o melhor do Brasil, mas nunca mais jogará o bom futebol que jogou quando foi premiado como o melhor do mundo (prêmio esse muito contestável, não pelo fato do Kaká tê-lo conquistado, mas sim pelos critérios para esse título, que geralmente premia o principal jogador da equipe campeão da UEFA Champions League, ignorando jogadores que conduzem times fracos a títulos nacionais por exemplo, e todos os outros continentes que não a Europa). Kaká já passou pelo teve o auge da sua carreira, cometeu o erro de ir para o Real Madrid (pena não ter nenhum "S" no nome da equipe) onde será coadjuvante de um time em que o dinheiro impera. Luís Fabiano é outro que já passou pelo auge da carreira. De fabuloso ele não tem nada, é só um bom finalizador, que passou por uma fase muito boa nos ultimos anos, mas que teve seu ritmo comprometido por algumas lesões. Creio que ele não venha a repetir as grandes atuações, nem pela Seleção nem pelo Sevilla. Mas de qualquer forma é a melhor opção para o ataque brasileiro. Para o Brasil conquistar essa Copa terá que suar sangue!



*Agora arranjei uma boa fonte de imagens!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Copa do Mundo - Análise dia 3 e dia 4

Vamos a mais dois dias do melhor futebol do mundo. E só para esclarecer, meu objetivo com essas análises é mais pontuar os fatos das estréias dos times, os pontos fortes das equipes, os fracos e fazer uma previsão do que cada uma fará na Copa. E vamos ao dia 3!

Eslovênia 1x0 Argélia



Vou ser sincero, não assisti a esse jogo (acordar as 8:30 para assistir esse "clássico" não é fácil). Mas vou fazer uma análise breve das duas equipes, que vi jogarem nas eliminatórias européias e na copa da África. A Eslovênia volta a copa, mas sem pretensão nenhuma. Em 2002 tinha seu maior jogador, Zahovic, hoje não tem nenhum destauqe individual. Conseguiu derrotar a Rússia do talentoso Arshavin, meia do Arsenal, mas não demostrou futebol empolgante em momento nenhum. Como (quase)toda seleção Européia, é taticamente disciplinada. Já a Argélia é uma seleção fraca técnicamente e taticamente bagunçada. É um daqueles times que vai a Copa para perder todos os jogos e se possível não fazer gols. Destaque também para o frangasso a lá Green tomado pelo goleiro argelino. É uma grande maldade com a saudosa Jabulani culpá-la por tais falhas bizonhas.



Gana 1x0 Sérvia



Gana, como diz a inscrição no ônibus da delegação, é a maior esperança da África. Apesar do desfalque de Essien, principal jogador da equipe, é o time africano mais conciso. Com muita velocidade, causou problemas para a fraca tecnicamente e forte fisicamente Sérvia. A Sérvia que possuí uma boa zaga, que incluí o bom Vidic do Manchester United, não demonstrou grande futebol, chegou a ser uma decepção. Terá de se espertar para ir as oitavas.



Alemanha 4x0 Austrália



Começando pela Austrália, esperava mais. Mostrou-se frágil e bagunçada, posicionamento defensivo horrível, sempre deixando 2 ou 3 alemães livres. Mesmo com o desfalque de Kewell e a exagerada expulsão de Cahill, mostrou que terá grandes dificuldades de vencer um jogo na Copa. Já a Alemanha... Finalmente algum time que realmente deu gosto de ver. Discordo que foi a única boa apresentação e o único bom jogo da Copa, mas de fato foi a única seleção que demonstrou total segurança ofensiva e defensiva. Tendo sempre a posse de bola e matendo o controle da partida, saia apenas quando havia espaço, sem afobação, quando não havia, tocavam a bola tranquilamente. Com excelência em toques curtos e longos, conseguiu boas jogadas ofensivas, aproveitando grande parte dela. Se Klose não estivesse em má fase e conseguisse aproveitar todas as chances claras de gol que teve, hoje estaria igualado (ou praticamente) ao Ronaldo como artilheiro de todas as Copas. E como eu costumo dizer, se ninguem quiser o título, a Alemanha está sempre a espreita devido a sua disciplina tática e a camisa pesada da maior finalista de copas.



Holanda 2x0 Dinamarca



Um jogo feio, sem grandes emoções. A Holanda sem Robben não jogou o futebol bonito e ofensivo que costuma jogar. Apesar do controle total da partida, não demonstrou a velocidade, o bom toque de bola e a qualidade na finalização que pudemos ver na Eurocopa. O ataque jogou mal, Van Persie afobado errou muito, Van Der Vaart que substituiu Robben não fez grande coisa (prefiro ele jogando mais atrás, ajudando Sneijder na armação) e Kuyt jogou seu futebol brigado e foi o destaque da frente holandesa, conseguindo um gol. Elia também entrou muito bem e melhorou o ataque holandês. O destaque da Laranja Mecânica foi o meio de campo, com Sneijder e Van Bommel jogando bom futebol. A Dinamarca me decepcionou, apesar de ninguem apostar fichas nela. Esperava mais taticamente e defensivamente dos dinamarqueses. Talvez seja a imagem da poderosa "Dinamaquina" dos anos 80-90 que me enganou e deu falsas espectativas.



Japão 1x0 Camarões



Esse fraco jogo não merece grande análise, só se destacou pela incrível vitória da fraca seleção japonesa, considerada por muitos o pior Japão dos ultimos anos. A seleção camaronesa entrou toda embaralhada taticamente e conseguiu poucas finalizações durante a partida, tendo suas grandes chances no fim da partida com uma bola na trave e uma cabeçada que exigiu boa defesa do goleiro nipônico.



Itália 1x1 Paraguai



Itália, assim como a Alemanha, é expert em conquistar copas quando ninguem acredita nela. Sempre com futebol feio, dessa vez "inovou" tentando jogar com o time para frente. O resultado? Um jogo fraco, feio, de poucos lances. Destaque para a sempre forte zaga italiana e o meio de campo que também passa segurança defensivamente. O ataque deixou a desejar, não tem grandes nomes na convocação, até por uma carência nacional na posição. O brasileiro naturalizado Amauri, que seria uma opção, vem e péssima fase, de carona com a Juventus, que apesar de fraca tem meio time convocado. A lesão de Pirlo também causa problemas a Azurra, que perder muito da qualidade e armação sem o jogador do Milan. Mas como a Itália sempre tem um pré-copa e uma primeira fase conturbados, ainda se mantém como uma das favoritas ao título. Quem apostaria em 2006 que a Itália acabaria vencendo? Já o Paraguai é uma seleção superestimada por uma campanha boa nas eliminatórias. O futebol sulamericano anda MUITO fraco, qualquer seleção minimamente capaz consegue se destacar, ao contrário do cenário que tinhamos na década de 90, quando tinhamos uma Colômbia forte e um Paraguai muito forte, além dos sempre favoritos Argentina e Brasil. Mas apesar de ser considerada uma seleção melhor do que realmente é, a seleção Paraguaia não é fraca e provavelmente consiga a vaga para as oitavas sem grandes problemas. Destaque para o ataque paraguaio, que mesmo sem o principal jogador, Cabañas, é bem munido tanto no time principal quanto no banco de reservas.



*Eu não vou ver Nova Zelândia e Eslováquia por motivos de força maior (horária vs. qualidade), mas fico na torcida dos All Whites. E sobre as fotos, é o que eu consigo, sei que o Robben não jogou e que ele machucado não é a melhor imagem para uma vitória holandesa, mas pelo menos ele está com o uniforme novo!

sábado, 12 de junho de 2010

Copa do Mundo - Análise dia 1 e dia 2

Finalmente começou a Copa, 4 anos de espera que sempre valem, e COMO valem. A única época em que a mídia se torna suportável, que ver TV vale realmente a pena. Enfim, sem muitas divagações pessoais, vamos ao que interessa, FUTEBOL! E começando pelo dia de início do torneio:

África do Sul 1x1 México



Tenho que assumir que não vi esse jogo muito bem, estava com sono e dormi em diversos momentos, mas o jogo não foi ruim, inclusive surpreendeu. A África do Sul que se viu foi parecida com a da Copa das Confederações, com futebol alegre, bom toque de bola e qualidade quando as jogadas encaixavam, só deixou a desejar no quesito finalizações. Mas de qualquer forma o gol saiu, e foi um belo gol de Tshabalala, um chute forte cruzado no ângulo. O México vem com uma seleção renovada, com jovens talentos de uma geração campeã mundial nas categorias de base, como Giovanni dos Santos e Carlos Vela. Também não esperava um grande futebol dos mexicanos, que apesar de tudo tem tradição em incomodar as grandes seleções. Com futebol rápido e jogando com três atacantes, o México dominou o primeiro tempo, e apesar da queda de rendimento no segundo tempo, conseguiu ter alguns momentos bons no fim do jogo. O gol feito pelo experiente Rafael Marquez se originou de uma falha da defesa Bafana-Bafana, que esqueceu de marcar o jogador do Barcelona.



França 0x0 Uruguai



Jogo pegado, amarrado, de poucos lances. Mas de qualquer forma, eu acredito nessa seleção francesa, que no papel ainda é uma das melhores, por mais criticada que seja. De fato, falta algo a mais, o time não está encaixado, Gourcuff apesar de ter algum talento, não faz nem sobra ao gênio Zidane. A teimosia do nada previsivel Raymond Domenech também prejudicou a equipe. Tirar Henry para colocar Govou foi no mínimo absurdo. Henry mesmo em má fase é o maior talento da França, é um jogador diferenciado que pode resolver com um toque na bola. E porque Govou? Porque não Cissé, que vive ótima fase no Panathinaikos? Enfim, apesar da partida fraca, a França conseguiu dominar a partida contra o fraco e violento Uruguai. Mas que apesar da carência de bons jogadores, teve grandes chances de gol com o guerreiro e talentoso Diego Forlán. Seu outro talento de ataque, Luis Suárez, não teve grande atuação.



Já no segundo dia o nível técnico das partidas evoluíu, até pela evolução das seleções em questão.

Coréia do Sul 2x0 Grécia



Outro jogo que eu não vi direito em razão do sono, mas pelo pouco que eu vi minha opinião combina com a da imprensa. Uma Grécia fraca técnicamente, sem a solidez da zaga que se esperava (ambos os gols provenientes de falhas). A seleção Grega se destaca pelo tamanho e lentidão de seus jogadores, tendo teoricamente como pontos fortes a defesa e as bolas paradas. Mas nada se viu, e pelo apresentado hoje, vai manter o tabú de não vencer em copas. Já a Coréia mostrou o futebol rápido de sempre, mas com inteligência tática incomum, muito superior ao que acostumamos ver dos Coreanos. Liderada pelo "craque" Park Ji-Sung, autor do segundo gol os Tigres Asiáticos jogaram um futebol de toque, bom posicionamento e velocidade. Os gols foram feitos por Lee Jung-Soo e pelo próprio Park, que fez um belo gol aproveitando a bola entregada pela zaga grega e com belos dribles de velocidade.



Argentina 1x0 Nigéria



Um dos melhores jogos até agora, não houve futebol amarrado nem enrolação. A Argentina partiu pra cima e a Nigéria aproveitou as chances de contra-ataque. O gol saiu cedo, em uma jogada ensaiada de bola parada, em que o zagueiro que jogou de lateral esquerdo Heinze conseguiu cabeçear sozinho. Detalha importante o das jogadas ensaiadas, que foram muito bem utilizadas pela Argentina. É notável a harmonia Argentina e o clima positivo criado por Maradona. Mas de qualquer forma e apesar da boa partida, a seleção Argentina ainda possui muitos problemas. Zaga insegura, laterais que não passam segurança defensiva (especialmente pelo lado direito, onde jogou o meia de ofício Jonas Gutierrez, que apesar de criticado não fez a função com a qual está acostumado. O meio de campo também não é dos mais fortes, possuindo apenas dois jogadores de qualidade, Mascherano na marcação e Verón, que apesar da idade, ainda é fundamental na armação da equipe. Já o ataque é bem munido, com vários jogadores de ponta como Higuaín, Tevez, Méssi, Milito, Agüero e Dí Maria. Com tantas opções fica até dificil de escolher. Maradona optou por Higuaín no meio, Tevez pela direita e Dí Maria na esquerda. Mas Dí Maria não jogou nada, literalmente. No primeiro tempo não pegou na bola NENHUMA vez, e no segundo continuou sumido. Méssi jogou mais atrás do ataque, tendo total liberdade e caindo por ambos os lados. Foi quem mais causou perigo para as metas de Enyeama, goleiro nigeriano e destaque da partida. Sobre a rápida e forte Nigéria, não há muito o que falar. Muitos passes errados, mas aproveitou algumas chances dadas pela seleção Argentina e causou perigo. Assim como na companheira de continente, África do Sul, pecou na conclusão.



Inglaterra 1x1 Estados Unidos



Outro bom jogo, criticado pela imprensa rigorosa que cai no erro de que para um jogo ser bom precisa ter muitos gols. No primeiro tempo a Inglaterra foi superior e conseguiu rapidamente o primeiro gol com o completo Gerrard. Manteve a superioridade em praticamente todo o primeiro tempo, mas o carma inglês das ultimas copas voltou a "assombrar". O goleiro Green leva um frango injustificavel dando aos Estados Unidos a chance de empatar um jogo em que pouco criavam. Já o segundo tempo foi muito bom, muitas chances de ambos os lados, um jogo literalmente lá e cá, a bola sempre indo de um lado ao outro do campo e causando riscos as metas de Green e Howard. Howard que mais uma vez se afirmou como grande goleiro, sendo um dos melhores em campo.



Daqui a dois dias tem mais sobre os próximos jogos!

domingo, 16 de maio de 2010

Novo Uno vem para popularizar tendência






Quem não sonha em ter um carro como o Mini Cooper ou o Smart? (exceto eu, é claro)

Pois então, nessa onda de compactos personalizáveis, modernos e "cools" a Fiat resolveu lançar o primeiro com preço acessível, e ao mesmo tempo desestigmatizar o Uno, carro conhecido por ser feio, rústico e barato.

Com design moderno, seguindo a linha de carros (que eu particularmente acho horríveis) como o Soul, e com muitas possiblidades de personalização (dos pedais e manopla do câmbio até estilização exterior), o Uno vem consolidar uma forte tendência que só aparecia em carros pouco acessíveis.

Obviamente, sendo um carro de R$30.000, tem várias limitações em comparação aos carros citados no início do texto e também ao Cinquencento, começando pelo motor em versões 1.0(70cv) e 1.4(85cv). O interior também é bem simples, apesar de ser visualmente agradavel. O velocímetro é bem moderno, tem as informações digitais junto ao velocímetro analógico.

Outra coisa que chama atenção é a propaganda feita pela Fiat, que vai na mesma linha do anúncio do 500, colorida, animada e artística.

A Fiat também vai tentar unir essa tendência de personalização com o nicho específico dos consumidores de modelos "cross". O carro terá versão Way com visual off-road (só o visual, claro).

Agora dando a minha opinião: não é um carro bonito e não faz o meu tipo mas terá um papel importante no mercado, por ser um carro barato, com estilo e as possibilidades de personalização, estas que no futuro com certeza se tornaram comuns em vários tipos de carro.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Doves - The Last Broadcast




Ser apresentado a bandas novas através de CDs é sempre uma experiência interessante. Através deles da pra analisar a profundidade da banda em questão e especialmente sua criatividade. O que diferencia as bandas "de verdade" das "enganadoras" não são os hits e singles, mas o conteúdo escondido em músicas "secundárias". Um exemplo de uma banda que gosto muito, mas que não investe em CDs é a Oasis, famosa por singles marcantes como Wonderwall e Live Forever não consegue fazer CDs atrativos. Parece que fazem as outras músicas para enxer linguiça.

Por outro lado, uma primeira avaliação já de cara do CD pode ser equivocada (geralmente a primeira impressão não é a que fica em questão de música), é mais fácil e mais seguro analisar um CD após conhecer a banda e os singles presentes nele.

Enfim, após ganhar de aniversário o livro "1001 Discos para ouvir antes de morrer" ouvir CDs desconhecidos de bandas desconhecidas se tornou exercício diário, e gostaria de compartilhar as surpresas agradáveis por aqui.

A primeira banda desconhecida em questão foi a inglesa Doves. Nunca tinha ouvido falar, não sabia o que esperar e acabou sendo uma grata surpresa.

Músicas bem compostas, mas sem perder a simplicidade, e com atmosfera forte marcam o som dessa banda de rock alternativo. Intercalando músicas calmas com músicas mais rápidas e músicas "nervosas", The Last Broadcast(2002) acaba sendo um CD bem montado.

Destaque para a robusta e melancólica faixa "N.Y.", que mesmo em seus quase seis minutos não se torna cansativa nem repetitiva, investindo bastante no instrumental para criar a atmosfera pesada. Em "Pounding" encontramos um som mais alegre e uma musicalidade mais acessível, simples e agradavel de ouvir. Mas o CD alcança seu ápice em "Caught By The River". Com letra romântica, mas não clichê, e estilo comercial (não pelo lado negativo) da pra ter certeza que se tornou single. Inclusive descobri que é tocada em um episódio de OC. A faixa se torna cansativa ao longo de seus seis minutos, mas nada que a desmereça.

O único problema do CD está no final. Quando se escuta tudo de uma vez o final se torna cansativo. O clima "down" fica música após música e se estende para o CD dois. Mas mesmo assim "Far From Grace" do CD dois se destaca pela atmosfera criada instrumentalmente, assim como em "N.Y.".

Enfim, um CD muito bom que eu indico.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Primeiro Velório

Esse texto foi feito por mim em novembro do ano passado para um trabalho de faculdade. O caso citado teve até repercussão na mídia. Enfim, espero que gostem.

A semana que passou foi de luto para minha família. Dia 29 de Outubro meu primo de segundo grau, João, morreu após ter sido atropelado algum tempo depois do fim do ultimo atletiba. Crime de trânsito ou violência no esporte, assassinato ou acidente, pouco importa. Depois que passamos pela perda temos claro que nada trará o ente querido de volta.


Mas o que realmente não trará a pessoa de volta é o velório. Nunca tinha ido a tal evento, mas já tinha o posicionamento totalmente contrário, considerando uma tortura para os familiares e pessoas realmente próximas do falecido e uma agressão até ao próprio defunto. Minha opinião se acentuou ainda mais conhecendo pessoalmente esse martírio.


Logo ao chegar ao velório, me deparo com um ex-colega e melhor amigo do João se esvaindo em lágrimas do lado de fora da funerária. Também do lado de fora encontro a mãe da vítima, conformada, porém acabada. A ausência nela era clara. Entrando no hall vejo o pai do falecido, totalmente inconformado e em lágrimas, sem nenhuma condição de estar lá, recebendo os “pêsames” (seja lá o que significa essa palavra) dos conhecidos.

E o pior ainda estava por vir. Na próxima sala é onde estava o caixão. Aberto, com meu primo, jovem de apenas 21 anos, inchado e deformado. Ao entrar ali a primeira coisa que senti foi o grande vazio em seu corpo. Era como um boneco inanimado. Essa imagem nunca vai sair das minhas lembranças. Também me veio à cabeça aquele desenho de um menino morto em exposição na estação de trem de Paris, imagem do século XVIII ou XIX, não me recordo ao certo. Um verdadeiro show de horrores.


É comprovado que o luto é importante na perda de um ente querido, que sem ele não se supera a perda, mas o velório ultrapasse esse limite, e vai além da homenagem ao morto. Se existe vida após a morte, garanto que o velório não ajuda o espírito a encontrar a paz. Sempre que converso com minha mãe sobre isso ela cita o velório de sua avó, com a qual era muito apegada. Ainda viva minha bisavó falava que queria que contassem piadas em seu velório e que todos rissem. E foi isso que minha mãe e suas primas fizeram, intercalando as piadas com o sofrimento, mas encarando a morte de uma maneira diferente.


A melhor homenagem póstuma que se pode fazer é celebrar o que a pessoa viveu.