quinta-feira, 3 de abril de 2014

E a ditadura acabou?

Queria fazer um texto sobre a hipocrisia de toda essa movimentação de "relembrar as mazelas da ditadura", mas infelizmente perdi o que estava escrevendo e não vou escrever de novo, então fica aqui, em tópicos, sugerindo uma reflexão:



- A ditadura foi absurda, oportunista e paranoica;
- Mas e hoje? As coisas melhoraram muito?
- A polícia militar mata em 5 anos mais gente do que a ditadura matou em 25, e em grande parte dos casos, os mortos são inocentes;
- Por que ninguém fala disso? Porque a maioria dos mortos são negros e pobres?
- Há quem seja a favor da ditadura. E essas pessoas também tem direito de se manifestar. Muitos acabam tendo a mesma postura totalitária que o próprio governo militar teve;
- Os mesmos que censuram os apoiadores da ditadura usam camiseta do Che e defendem ditaduras de esquerda também sanguinárias. Matar pela sua ideologia idiota é válido, mas pela ideologia idiota do outro é absurdo;
- A imprensa vem fazendo um alarde ridículo, mas foi quem mais apoiou o golpe (especialmente a Globo, que se tornou o que é hoje nessa época);
- Relembrar o passado é importante para não cometermos o mesmo erro, mas mais importante do que isso é tentar melhorar o presente, que está pior do que nunca;
- Quem acha que a gente vive em uma democracia plena é muito ingênuo (e isso, assim como nada do que foi postado aqui, é uma crítica ao governo ou a algum partido, são críticas gerais).


sábado, 13 de julho de 2013

PEARL JAM TWENTY

Estava assistindo o Pearl Jam Twenty, documentário da trajetória do Pearl Jam, e cheguei a algumas conclusões. Primeiro, comentando o doc, achei desrespeitoso eles não falarem nada sobre os bateristas da banda (fizeram uma esquete humorística de um minuto falando de todos eles, e falaram mais do Cameron, por ser o atual e por ter participado da história da banda). Excluíram os problemas especialmente com o Abbruzzese, que foi demitido da banda por motivos estúpidos e de vaidade do Eddie Vedder (senhor "não sou comercial"). Por outro lado, a parte mais interessante é a formação da banda, abordando o rico cenário de Seattle do fim dos anos 80 e início dos 90, que gerou o grunge, focando na banda Mother Love Bone, da qual Stone Gossard e Jeff Ament eram integrantes.

Outro fator interessante é ver que quem "destruiu" a banda também foi o próprio Eddie Vedder. Stone Gossard, cérebro da banda no início da carreira, disse no documentário que a partir do Vitalogy, quem tomou as rédeas musicais da banda foi o vocalista, e ainda disse que não gostou do resultado. Também é interessante o comentário do Jeff Ament sobre essa mudança. Ele diz que a banda buscava seguir os passos do Led Zeppelin, na questão de inovar a cada álbum, mas que o contrato com gravadora não permitia tanta "dedicação" no trabalho deles (é claro que ele não usou essas palavras, mas foi o que quis dizer). Outra coisa clara é que a falta de sintonia entre eles a partir dessa época, e que permaneceu até o incidente no Festival de Roskilde (onde, durante um show deles, 9 fãs morreram sufocados/pisoteados pela plateia). A partir dali a banda resolveu repensar a vida, época que marca com clareza o início da fase atual do Pearl Jam, que começou a produzir álbuns mais comerciais (Riot Act dois anos após o incidente). Engraçado pensar que no começo, eles reclamaram da mixagem do Ten e até do Vs. por ser excessivamente comercial. Comparando estes dois (melhores) discos do PJ com os atuais, são uma explosão de alternatividade e de autenticidade.

Também é interessante notar a união da banda, e, apesar dos problemas de ego e mesmo de personalidade e temperamento (Eddie teve uma infância dura, como várias letras das suas músicas sugerem). Além disso, ele sempre foi um cara autêntico. Chegar na premiação de um Grammy e dizer o que todos pensam "isso não significa nada", demonstra isso. Jeff também diz ter concordado com cada palavra, mas que não teria culhões para tê-las dito. Vedder ainda diz "não sei o sentido em dar um troféu para uma manifestação artística". Seria realmente engraçado a premiação do melhor artista plástico do ano. Stone também tira onda do prêmio, enquanto mostra a casa ele acha um Grammy jogado no porão (lembrando todas as paródias que os Simpsons fazem em relação a essa premiação estúpida).

Como os músicos dizem, "fritei" demais e esqueci o que mais tinha para falar, então é isso. O documentário é realmente interessante. É uma banda que tem história (que enfrentou a ticketmaster judicialmente, por exemplo), e na qual sua história teve notável influencia na sua música.

Nessa hora também é interessante lembrar que o Pearl Jam está para lançar um novo álbum, e que ontem mesmo revelou seu primeiro single. Uma música que foge da sonoridade da banda, com uma pegada punk (ritmo 2/2 acelerado, guitarras bem distorcidas, música curta). Particularmente gostei do resultado, me agradou mais que qualquer música do Backspacer, pior álbum da banda na minha opinião, e o mais comercial sem sombra de dúvidas.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O Jornalista de Redação na percepção apurada de um Gênio

Uma pequena verdade sobre os colegas de profissão. Espero que ninguem se ofenda.

"Nunca gostei de levar lá (na redação) os artigos, porque todo mundo era tão cheio de frescura, mas de frescura mesmo, um bando de metidos a besta e sem o menor motivo, ainda por cima(...)  Eram que nem os idiotas que tive que enfrentar quando entrei pela primeira vez na redação do jornal da Faculdade Municipal de Los Angeles em 1939 ou 1940 - todos aqueles bobalhões cheios de nove-horas, com viseira de jornalista na cabeça, a redigir os artigos mais sem graça e burros que se possa imaginar. Se dando tais ares de importância que não tinham nem a decência demonstrar que estavam vendo a gente ali, na barba deles. Pessoal que trabalha em jornal sempre foi a escória do ramo; qualquer faxineiro que recolhe modess usados numa latrina tem mais dignidade - evidentemente".


                                                                                                                   
Adendo 1: Bukowski por sorte não teve tanto contato com o telejornalismo (até teve, mas acredito que ele nem se dava ao trabalho de perder tempo com isso).

Adendo 2: Acredito que os jornalistas tenham essa soberba para compensar a falta de dinheiro. E também por acreditarem que realmente fazem um trabalho intelectual e de valor social (estou generalizando...em raros casos tem valor social e em menos casos ainda, valor intelectual, mas existe), quando já foram devorados pela alienação da técnica (o que é bem claro no caso dos jornais e sua factualidade). 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Minha Breve Análise dos Candidatos no Debate da CNT

Greca - Melhores propostas e ótimo histórico como prefeito. Foi citado positivamente por todos os candidatos, exceto pelo atual prefeito (tanto no trabalho que já fez como prefeito, quanto nas propostas atuais). Foi prolixo em alguns momentos.

Fruet - Me surpreendeu. Mil vezes melhor que no último debate. A aliança com o PT aparentemente rendeu bons frutos, já que está com um plano de governo bem voltado para o lado social. Apesar de tudo ainda teve um discurso muito engessado.

Ratinho Jr. - Começou bem, apresentando uma proposta coerente de planejamento urbano. Mas com o tempo foi se atrapalhando e mostrou que não tem uma oratória tão boa quanto eu acreditava. Não conseguiu expôr suas ideias muito bem.

Ducci - Discurso baseado em manipulação de informações. Sendo mais direto, mentiras. Oratória péssima, se atrapalha com as palavras (enquanto falava de segurança citou um tal de "Ministério do Brasil"), além de ter falado que a cidade tem muitos moradores de rua pois muitos fazem a opção de morar na rual, e que potencial construtivo não é dinheiro público e é uma solução inteligente para a Copa. Para ele, enquanto outras cidades construíram estádios para depois cedê-los aos times locais, Curitiba aproveita o potencial construtivo. Este sujeito é uma vergonha para Curitiba.
 


Carlos Moraes - Talvez o melhor do debate. Fala muito bem e não utilizou a linguagem de propaganda política, sabia quando atacar e quando apresentar propostas. Mas todas as propostas são absurdamente mirabolantes e fora da realidade.

Bruno Meirinho - Esquerda ideológica. Não tem muita habilidade com as palavras, mas tem conhecimento e é cheio de boa vontade. Também me surpreendeu positivamente.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

RETROCESSO - Civic 2012 mais parece a versão anterior do Civic atual

De uns tempos para cá, concorrer com o Toyota Corolla se tornou uma tarefa dificil entre os sedãs médios. Mesmo com a chegada de boas novidades, como Renault Fluence, Peugeot 408 e Volkswagen Jetta (ignorando o motor de Santana, claro), o Corolla manteve o reinado com folga. Motivo de preocupação para a Honda, que ainda se posiciona em segundo lugar da categoria através do Civic, mas está sendo afetada pelos novos modelos do mercado.

O grande problema mercadológico do modelo atual do Civic é que ele foge da proposta dos concorrentes e acaba afastando o carro do público que mais compra sedãs médios: o carro tem visual moderno demais, especialmente no interior, o que acaba atraindo os jovens e afastando os mais conservadores (compradores de Corolla).

Qual a solução que a Honda achou? Deixar o Civic 2012 mais quadrado (literalmente e figurativamente), e pior, mexer em algumas dádivas do modelo anterior. Vamos começar pela parte subjetiva. Visualmente o carro evoluiu por fora. Seus traços são bem mais atuais, abusa de vincos e acabou com os "cantos mortos" que existem no Civic atual. Por outro lado, o carro perdeu a imponência. Pessoalmente acho a nova traseira mais bela que a anterior - que considero muito exagerada - mas lembra muito a traseira do Honda City e tira um pouco da agressividade do modelo. A frente não mudou tanto, é praticamente uma leve evolução do Civic atual.




Agora vamos a parte prática. O interior novo se tornou bem mais conservador, mas continua com dois andares e velocímetro digital. O acabamento interno piorou e a construção do painel não parece tão bem feita quanto a do Civic atual. O ótimo freio de mão em S, que poupava espaço no console, foi substituído por uma alavanca convencional. O acelerador, que era fixado no assoalho e dava uma sensação de esporitividade - além de ser muito agradavel - foi trocado por um convencional, fixado por cima. Outro ponto negativo foi a diminuição do entre-eixos. A Honda afirma que isso ocorreu para melhorar a manobrabilidade do veículo, e que não compromete o espaço interno. De fato, os passageiro de trás ainda tem conforto que não encontramos nem em sedãs grandes, mas o ambiente parece estar menor. Para corrigir o problema do porta-malas (que tinha míseros 340 L, menos que o do Prisma por exemplo), a Honda colocou um estepe temporário. Enfim, o novo porta-malas tem apenas 10 L a mais que o do Prisma, com 449 L.



E o PIOR de tudo (na minha opinião): o belíssimo volante que ainda é utilizado no Fit e no City foi trocado por outro horroroso. Mas agora ele vem com comandos de rádio e velocidade em todas as versões.

E foi essa a única evolução. O Civic peca perante os concorrentes pela falta de itens opcionas. No modelo 2012 do Civic o ar condicionado será digital em todas as versões e também irá contar com teto solar, indisponível no carro atual. O Civic novo também ganhou um botão "Economy", que ajuda o motorista a guiar de forma econômica. É uma função que pode até ser válida em modelos como um Uno Mille Economy, mas além de totalmente inútil, chega a pegar mal em um carro como o Civic.

Ao visitar a concessionária para conhecer o novo modelo de um dos carros nacionais com melhor dirigibilidade, me decepcionei muito. Vi um modelo visualmente desevoluído e com algumas soluções modernas e criativas jogadas fora. Um modelo envelhecido para agradar o público conservador cujo modelo anterior não conseguia agradar com seu painel de "fliperama" (referência ao comparativo entre Civic e Corolla feito por Emílio Camanzi e Bóris Feldman, no qual obviamente o Corolla ganhou).
 

Os preços partirão de R$ 69.000 e irão até R$ 86.000.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

POLÊMICA NO BOXE

Podcast feito para a faculdade sobre a luta entre Floyd Mayweather Jr. e Victor Ortiz valendo o título do conselho mundial de boxe na categoria meio-médio.

domingo, 11 de setembro de 2011

SURPRESA? JAMAIS!

   Ontem foi dia de um dos melhores eventos do MMA do ano, a trigésima sexta edição do Strikeforce. O card principal contou com as semi-finais do GP de Pesos-Pesados, além de luta pelo título dos médios, a promissora luta entre o fenômeno do Jiu-Jitsu Roger Gracie e King Mo, e um card preliminar de fazer inveja a muitos eventos do mundo, contando com o ex-campeão dos meio-pesados do Strikeforce Rafael "Feijão" além dos experientes Evangelista "Cyborg" e Mike Kyle.
        Mas o maior destaque do evento foi o substituto do campeão do Strikeforce, Alistair Overeem, no GP dos pesados. Daniel Cormier teve um desempenho impecavel e conseguiu nocautear Antônio "Pezão" Silva ainda no primeiro round. O gigante brasileiro, por sua vez, vinha de uma vitória espetacular em cima do maior de todos os tempos, Fedor Emelianenko. Mas Cormier não se deixou abalar com sua situação de zebra.
       Quando Cormier foi anunciado para substituir Overeem, na hora eu disse "Excelente troca! Agora temos um novo favorito nesse GP" - e isso não se deve a baixa qualidade do GP, que conta com o grappler de ponta Josh Barnett e o trocador excepcional Sergei Kharitonov, além do Jiu-Jitsu de Pezão e dos grandes lutadores que já sairam. 
       Um wrestler medalhista de ouro no Campeonato Pan-Americano de 2002, ouro no Pan de Santo Domingo (2003), bronze no Pan do Rio (2007) e bronze no campeonato mundial de 2007, além de ter marcado presença em duas Olimíadas, sendo capitão do time americano em uma delas, não deve ser subestimado. Isso sem contar os 32 títulos de Cormier como wrestler, e mais os dois títulos no MMA, em uma carreira que se iniciou apenas em 2009 nas artes marciais mistas. Não bastasse seu currículo recheado como wrestler, ele já havia demonstrado sua qualidade na trocação com um boxe bastante técnico em suas duas aparições no Strikeforce: no nocaute sobre Jason Riley com um minuto de luta, e na vitória por decisão contra o experiente Jeff Monson.
       Na luta, não pudemos ver o brasileiro, já que ele não fez absolutamente nada no round de combate. Já Cormier mostrou sua capacidade em poucos minutos, fazendo o gigante balançar até com seus jabs. Isso que Daniel Cormier ainda não chegou a utilizar seu wrestling de ponta no Strikeforce!
       Podem anotar esse nome, que estará nos rankings de melhores pesos-pesados do MMA, provavelmente lutando pelo UFC. Josh Barnett (que passou com tranquilidade por Kharitonov) terá o árduo trabalho de derrotar Cormier, já que a trocação do "American Baby Face" é nula, e dificilmente ele conseguirá derrubar o wrestler olímpico para aplicar seu magnífico jogo de solo. Eu fico com o invicto Cormier nessa disputa, que conta com 9 vitórias em seu cartel e nenhuma derrota!