segunda-feira, 16 de junho de 2014

Índice da Copa do Mundo 2014 - Grupo C

Temos nosso primeiro grupo sem candidatos ao título mundial. Apesar disso, o grupo C é talvez o mais equilibrado desta edição da Copa do Mundo. Uma sul-americana de segundo escalão, uma europeia de terceira, uma africana e uma asiática. A princípio todas podem classificar e todas podem fracassar.

Colômbia

A Colômbia vem sem seu principal jogador e um dos melhores atacantes da atualidade, Falcão Garcia, mas tem uma equipe com qualidade que não víamos a tempos por lá. Claro, não se compara a equipe dos anos 90, liderada por Valderrama e composta por Rincón, Asprilla, Córdoba e outros grandes nomes, que muito me marcou na época. Curiosamente, um dos jogadores que compôs a seleção na década de 90 - e até se destacou na Copa de 98, substituindo Córdoba - ainda está presente na lista de convocados: o goleiro de 42 anos Faryd Mondragón. É o jogador mais velho da Copa e atualmente está sem clube, mas vem bem acompanhado do zagueiro Mário Yepes, ex jogador do Milan de 38 anos, atual Atalanta. Apesar destes dois nomes, é uma seleção bastante jovem, já que eles são os únicos acima dos 30 (a média de idade do grupo é de 27 anos, mesmo com estes atletas jurássicos). 
       Quase todos os convocados figuram em importantes clubes europeus, o que os dá experiência em competições importantes, de nível continental. Destaque especial para o meio de campo, que conta com Guarín, da Inter de Milão e James Rodríguez (considerado no país como novo Valderrama) do Mônaco e a linha defensiva composta de jogadores que atuam na Itália.

Classificação: C- Dificilmente passa das oitavas, devido aos prováveis adversários do grupo D, mas é a mais candidata a classificação no C.

Craque: O novo Valderrama, James Rodríguez, é um meia hábil e inteligente. Sua habilidade em criar jogadas será a principal arma colombiana.

Fique de olho: O goleiro David Ospina, de apenas 25 anos já pode ser considerado um veterano, com seus 43 jogos pela seleção. Além disso, sua segurança lhe garantiu posição cativa no Nice, clube em que atua e é titular há anos.


Grécia

A envelhecida seleção grega ainda tem como base muitos atletas que ganharam a Eurocopa de 2004. Famosa pela defesa sólida e estatura privilegiada, a equipe que costuma ser um filtro para as seleções maiores na primeira fase da Copa, dessa vez tem condições de conquistar a vaga para as oitavas e vem como segunda cabeça de chave do grupo, ainda que eu acredite que a outra classificada será a Costa do Marfim (que, espero, pare de me decepcionar como em 2006 e 2010).

Classificação: D- Não deve surpreender ninguém, mas pode chegar às oitavas tranquilamente.

Craque: Com o sobrenome complicado e que nem cabe na camisa, Papastathopoulos é mais conhecido pelo primeiro nome, Sokratis. O zagueiro teve uma boa temporada atuando como titular do Borussia Dortmund, devido a lesão do titular Subotic.

Fique de olho: O mais jovem do ataque grego Kostas Mitroglou é um dos destaques do time. Dividindo posição com Gekas, Salpingidis e Samaras, jogadores experientes em vestir a camisa da seleção, Mitroglou se destaca pelo bom posicionamento de área. Essa Copa pode ser a chance perfeito do jogador, tido como eterna promessa, despontar, apesar de sua condição física incerta devido as frequentes lesões durante a temporada.

(FICOU POR AQUI, ISSO FOI FEITO HÁ UMA SEMANA)

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Índice da Copa do Mundo 2014 - Grupo B

Prosseguindo na análise dos grupos da Copa do Mundo, chegamos no grupo de onde sairá o adversário brasileiro das oitavas de final e o possível adversário da semifinal. O Grupo B tem destaque especial por abrigar as finalistas da última edição do mundial: a campeã Espanha e a vice Holanda. Além das duas candidatas ao título, o grupo também abrange a forte seleção chilena, e uma das babas, Austrália.

Espanha

A atual campeã mundial, que chegou em Curitiba ontem para iniciar os trabalhos no CT do Caju, vem tão forte quanto chegou na África do Sul. O que diferencia as duas equipes é o menor brilho com que imprensa e torcedores do mundo todo enxergam a Fúria que chegou ao Brasil, devido ao fracasso na Copa das Confederações. Mal lembram que em 2009 a seleção foi eliminada do mesmo torneio (que pouco vale) na fase de grupos, e no ano seguinte ganhou a Copa. Mal lembram que a Espanha ainda é bi-campeã da Eurocopa. Mal lembram que a final da Champions League foi disputada por dois clubes do país (o que em 2013 foi colocado como ponto forte para a seleção alemã). Parece que acreditam o sucesso da Espanha está ligado diretamente ao Barcelona.
       De qualquer forma, a Fúria é uma das favoritas ao título e vem, junto com a Alemanha, com a melhor seleção no papel. Todos seus jogadores são membros importantes de times de ponta do velho continente. O grupo carrega uma conquista mundial e duas europeias na bagagem, o que garante bastante experiência. Ainda assim, a média de idade do time é de 28 anos, arredondando para cima. Ou seja, a Espanha está no seu auge. Pode-se dizer que apenas dois jogadores não desempenham mais o mesmo futebol que desempenhavam em 2010: Xavi e Villa.
       Isto posto, acredito que a Espanha se classifique como líder do grupo B e livre o Brasil da revanche da final da Copa das Confederações ao menos nas oitavas de final.

Classificação: A- Forte candidata ao bi.

Craque: Craque do Barcelona, Andreas Iniesta parece melhorar a cada ano que passa. Dono de uma classe invejável que chega a esboçar um pouco do talento de Zinedine Zidane, Iniesta é completo. Habilidoso, inteligente e tático, é um dos candidatos ao título de melhor jogador da Copa, e sem dúvidas, figura entre os melhores do mundo.

Fique de olho: O atacante brasileiro naturalizado espanhol Diego Costa pode ser o destaque Espanhol. Símbolo de 'não patriotismo' na vista distorcida de Luis Felipe Scolari e de muitos outros brasileiros, pode ser protagonista de uma eliminação precoce brasileira nas oitavas de final. Ainda não tem muito entrosamento na Fúria e vem uma lesão, então seu desempenho é uma incógnita. Mas o centroavante é tido como a solução de um problema existente desde a aposentadoria de Raúl: o ataque ineficaz. Torres, Soldado e até mesmo o maior artilheiro da história da seleção, David Villa, não se firmaram na posição.



Holanda

Já a Laranja por sua vez vem enfraquecida se comparada à equipe vice de 2010. Poucos jogadores figuram nos principais times europeus e muitos jogam na Eredivisie, a enfraquecida liga nacional holandesa. Ainda assim é uma seleção tradicional em Copas, e sempre candidata ao título. Mesmo em 2010, ninguém acreditava que a Holanda chegaria em uma final. É a única seleção que não foi campeã e que sempre impõe respeito nas adversárias. Apesar do momento sem brilho, pode ter a sua primeira vez no Brasil. Previsibilidade não é marca característica da Copa do Mundo mesmo...

Classificação: B- Pelo elenco renovado, inexperiente e sem grandes revelações fica no grupo de seleções que podem até serem campeãs, mas não se estabelece entre as favorita.

Craque: Podem se preparar para correria, chutes potentes e muitos cortes para a esquerda previsíveis mas 'impreviníveis'. Sim, falo de Arjen Robben, jogador do Bayern de Munique. Parece que ele corrigiu seu último defeito - ser pipoqueiro - com o belo gol na final da Champions League no ano passado. Figura entre os melhores do mundo e também pode terminar entre os craques da Copa.

Fique de olho: Dispensando comentários, Robbin Van Persie vem no melhor momento da sua carreira. Atacante completo, veloz, forte, habilidoso e excelente finalizar (em qualquer condição), é também um dos principais nomes da copa. Outro jogador que ainda merece destaque, mesmo estando escondido no Galatasaray, é Wesley Sneijder. O subestimado meia simplesmente levou a Internazionale à uma tríplice coroa (Champions League, Italiano e Coppa Itália) e a sua seleção a uma final de mundial, tudo isso em 2010. Sem dúvidas foi o mais importante jogador daquela temporada mas na briga pela Bola de Ouro ficou apenas em quarto, atrás do trio Messi, Iniesta e Xavi, do Barça.



 Chile

Desde 98, quando possuía a dupla de atacantes Salas e Zamorano, o Chile não entra em uma Copa com tanta moral. E dessa vez a equipe é até melhor que aquela que, como de costume, caiu para o Brasil nas oitavas. Pode ser que o destino seja cruel e se repita, já que o Chile é grande candidato a roubar a vaga da Holanda (ou da própria Espanha, quem sabe?).
       Do meio para a frente, a seleção chilena é sólida e conta com um elenco completo, incluindo um bom banco de reservas. Destaque para o grande  número de jogador que atuam no Calcio (9 ao todo), e para os conhecidos dos brasileiros: Aránguiz, destaque do Internacional na temporada, Valdívia, meio com 7 anos de Palmeiras nas costas e Eduardo Vargas, veloz atacante ex Grêmio e atual Valência.

Classificação: C- Não figura entre possível campeões, mas vai dar trabalho a Espanha e Holanda, que se bobearem ficam sem a vaga para as oitavas.

Craque: Maior preocupação da seleção chilena, Arturo Vidal se recupera de artroscopia e ainda pode ser cortado. O volante da Juventus é um jogador completo, de muito potencial físico, bom marcador e bom nas subidas ao ataque. Também conta com um chute potente e é exímio batedor de penaltis, sendo o principal da Vecchia Signora, estando a frente até de Pirlo nas penalidades máximas.

Fique de olho: Em meio aos vários talentos, destaco três: o lateral direito que também joga de volante Isla, também da Juventos, o meia Aránguiz do Inter de Porto Alegre e é claro, Alexis Sanchéz, jogador do Barcelona que reveza vaga com Neymar.




 
Austrália
Da equipe australiana não há muito o que falar. Talvez o dado mais relevante é de que os turistas australianos estão entre os que mais gastam. Quanto ao time, vai perder todos os jogos e pode ter importância na decisão do segundo lugar do grupo devido ao saldo de gols.

Classificação: E- Saco de pancadas.

Craque: O experiente meia-atacante Tim Cahill, que atuou por 8 anos no Everton da Inglaterra e hoje atual na Major League Soccer ainda é o destaque da equipe.  

Fique de olho: O capitão Mile Jedinak, do Crystal Palace, é um dos principais jogadores da equipe. Volante grandalhão, com 1,89 m, é uma arma no jogo aéreo australiano.

 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Índice da Copa do Mundo 2014 - Grupo A

Depois de muito tempo sem escrever, decidi praticar um pouco fazendo um resumo da expectativa para cada grupo, e falando um pouco sobre cada seleção que irá participar da Copa.

Antes de tudo, uma pequena explicação de classificação de seleções. Vou subdividi-las em 5 grupos: A para as melhores equipes, as favoritas ao título; B para seleções forte e com chance de surpreender; C para as seleções que podem passar de fase e darão trabalho as favoritas na primeira fase; D para as seleções fracas, mas que ainda podem incomodar; para as babas o grupo E, prováveis lanternas nos grupos, e que podem decidir a classificação das outras pela quantidade de gols sofridos.

Sendo assim, vamos começar pelo começo:

GRUPO A

Expectativas: O grupo A é um dos mais equilibrados dessa edição da Copa, e um dos poucos sem nenhuma baba. Se o script for seguido, Brasil classifica em primeiro, e a segunda vaga é disputada entre as três outras seleções, com um ligeiro favoritismo para a Croácia, e tendo o México como a classificação menos provável, mas é um grupo em aberto e todos tem alguma chance.


Brasil

Dentro do Brasil, já somos campeões. Imprensa, torcida, comissão técnica e jogadores já assumiram o papel de franco favorito. O que é um completo equívoco, já que nossa seleção não está nem entre as melhores. Mais uma vez o imediatismo tomou conta do país, cuja cultura esportiva pode ser definida como patética. Antes da Copa das Confederações a seleção era digna de piedade, depois se tornou a maior seleção de futebol do mundo (*na cabeça de torcida/imprensa). O fato é que haverá cobrança excessiva da torcida nos jogos em que o Brasil não conseguir desempenhar um bom futebol. Os jogadores estão com uma carga extra sobre suas costas (não bastasse o fato de jogarem em casa), e um possível fracasso teria consequências catastróficas. 
       Das equipes brasileiras que eu vi na Copa, essa está entre as mais fracas. Ao contrário de 2002, 2006 e até 2010, temos poucos jogadores em destaque no cenário internacional. Neymar, o craque da seleção, não é nem titular absoluto do Barcelona. Só no Brasil ele é colocado entre os melhores do mundo. Em uma lista realista, não fica nem entre os 20 principais futebolistas do mundo. O resto do meio de campo, formado por Luiz Gustavo, Paulinho, Hulk e Oscar não tem nenhum nome com o peso de um Kaká e um Ronaldinho Gaúcho em 2006, ou do Rivaldo em 98 e 2002. O nosso ponto forte é a defesa, que é vista no mundo todo como uma das melhores, se não a melhor, tendo todos os jogadores como titulares de grandes equipes (mesmo com Daniel Alves sendo contestado no Barça e provavelmente saindo do clube após a Copa, e Marcelo sempre revezando com Coentrão no Real Madrid).
       Claro, essa é uma estratégia psicológica do Felipão para dar confiança a equipe, e de lidar com uma responsabilidade grande. Mas - mesmo que dessa vez esteja se trabalhando mais forte pelo objetivo do que nas outras -  essa mesma mentalidade já garantiu grandes frustrações. Em 1950, o Brasil entrou na Copa proclamado campeão pela nação. Perdeu uma final que se iniciou após um discurso (do prefeito ou governador do Rio na época, não me recordo o cargo no momento), dizendo que a vitória era obrigação que seria cumprida pelos jogadores sem nenhuma dúvida. O Brasil fracassou, e o episódio é lembrado até hoje como um dos mais impactantes da histório do nosso futebol. Em 2006 o Brasil era favorito perante o mundo, mas não conseguiu convencer e acabou eliminado pela França liderada pelo gênio Zidane. Para justificar seus fracassos, o Brasil estigmatizou o goleiro Barbosa em 50, e Roberto Carlos em 2006 (claro, Roberto Carlos, de 1,70m, deveria marcar o Henry, de 1,88m, em um cruzamento em profundidade...isto certamente evitaria o gol). Essa mania de justificar derrotas também faz parte da cultura patética a qual havia me referido acima, que pode ser vista em todos os esportes, mesmo individuais.
       Mas sendo mais prático, Brasil está sim entre os principais favoritos pelo fator CASA. Em termos de time, não colocaria junto com Alemanha ou Espanha, por exemplo.

Classificação: A- Candidata ao título e provável líder do Grupo

Craque: Neymar, o menino com talento de sobra e grande número de recursos técnicos em campo - desde um drible desconcertante parado à um chute de longe ou uma simulação digna de Oscar (o prêmio de cinema, não o colega de seleção).
Fique de olho: Willian. Dono de uma temporada irrepreensível no Chelsea, onde é titular, possivelmente roube a vaga do Oscar durante o torneio (Oscar que terminou a temporada como reserva na equipe inglesa).

  


Croácia
Outro cabeça de chave do Grupo A, a Croácia vem forte para a Copa. Time de jogadores muito fortes fisicamente, como a Sérvia, que acabou de enfrentar o Brasil em amistoso, a Vatrani conta também com jogadores de qualidade técnica, como o volante do Real Madrid Luka Modric e o atacante do Bayern Mario Mandzukic, Niko Kranjcar que fez sua carreira pelo futebol inglês, o ex Schalke 04 e atual destaque do Sevilla, campeão da UEFA Europa League, Ivan Rakitic, entre outros bons nomes. Não é candidata ao título, mas é a seleção mais forte do grupo no papel depois do Brasil. Pode surpreender como em 1998, quando foi terceiro lugar da Copa na França.

Classificação: C- Não entra como candidata ao título, mas pode surpreender.

Craque: Luka Modric, o coração e motor do Real Madrid. Volante rápido, com excelente qualidade de passe e armação de jogadas, boa aproximação e chute da distância, além de grande marcador. Pode gerar contra-ataques de onde menos se espera.

Fique de olho: Mario Mandzukic. Atacante com qualidade de finalização, ótimo posicionamento e dono de uma inteligência tática diferenciada. Um atacante que se movimenta bastante, não se limitando a ficar na área segurando zagueiro, e ajuda muito na marcação de saída de bola. Um dos símbolos do Bayern de Jupp Heynckes, campeão da Champions League 12/13.



México

Graças à vitória de última hora dos Estados Unidos sobre o Panamá nas eliminatórios, o México, seleção de tradicional presente nas Copas do Mundo, teve a chance de se classificar em jogo da repescagem contra a Nova Zelândia. Confirmado o favoritismo, o México entra no Grupo A sob desconfiança. Seu jogador em melhor fase, Carlos Vela, recusou convocações recentes e preferiu não jogar a Copa. Dessa forma, sobrou uma equipe com vários jogadores da liga nacional e duas eternas promessas no ataque: Giovani dos Santos, que já passou por Barcelona, Tottenham e Galatasaray, entre outras equipes, e não conseguiu se firmar, e Javier 'Chicharito' Hernandez, jogador do Manchester United que se destacou pela capacidade de fazer gols, mas que está em má fase.
       A equipe é minha principal candidata para a lanterna do grupo A, mas tem capacidade de bater de frente com os outros times do grupo e até conquistar a classificação.

Classificação: D- Talvez a melhor seleção dentre as com essa classificação. Pode ir para as oitavas, mas é também candidata à lanterna (reflexo de um grupo nivelado).

Craque: Chicharito. Não é um grande jogador, mas é um atacante com timing, sabe se posicionar e estar na hora certa e lugar certo. Resultado disso são os 32 gols em 50 jogos pelo México.

Fique de olho: Carlos Peña. Meia do León e autor de um gol contra o Flamengo na libertadores, o jogador de apenas 24 anos já tem 81 jogos com a camisa da seleção tricolor e 19 gols marcados. Inteligente, o meio tem grandes chances de ir para o futebol Europeu se desempenhar o seu melhor futebol durante a Copa.



Camarões

Contrariando o estereótipo de seleções africanas, Camarões é dona de uma poderosa defesa. Some-se isso a um contra-ataque veloz, e você tem um oponente perigoso. Grande partes de seus jogadores figuram no futebol Europeu, e a seleção conta com nomes de ponta, como o zagueiro Matip, destaque do Schalke 04, Alexander Song, volante ex-Arsenal e atual reserva (injustamente) no Barcelona, e o atacante Samuel Eto'o, que dispensa qualquer comentário. Estes três jogadores garantem solidez em cada setor da equipe e muita qualidade técnica. É uma seleção forte, e acredito que dispute com a Croácia pela segunda vaga do Grupo A.

Classificação: C- Possui bons jogadores e um time taticamente acertado. Como em toda Copa, os africanos costumam surpreender e dar trabalho à grandes seleções. Camarões tem esse potencial.

Craque: Samuel Eto'o, o atacante que formou dupla com Ronaldinho Gaúcho em um Barcelona histórico pode estar disputando sua última Copa do Mundo. Aos 33 anos ainda mantém o bom futebol, tendo jogado na temporada passada pelo Chelsea.

Fique de olho: Matip e Song. O zagueiro é titular absoluto do Schalke 04, foi um dos destaques desta Bundesliga e tem apenas 22 anos. Tem tudo para se destacar na Copa. Já o volante de 26 anos já tem experiência em mundiais. É um primeiro volante de forte marcação, mas também conta com uma visão de jogo privilegiada, podendo deixar os companheiros em condições de gol com passes em profundidade. É injustamente reserva do Busquets no Barcelona, como também foi o marfinês Yaya Touré, hoje um dos melhores jogadores do mundo defendendo o Manchester City. 

 






quinta-feira, 3 de abril de 2014

E a ditadura acabou?

Queria fazer um texto sobre a hipocrisia de toda essa movimentação de "relembrar as mazelas da ditadura", mas infelizmente perdi o que estava escrevendo e não vou escrever de novo, então fica aqui, em tópicos, sugerindo uma reflexão:



- A ditadura foi absurda, oportunista e paranoica;
- Mas e hoje? As coisas melhoraram muito?
- A polícia militar mata em 5 anos mais gente do que a ditadura matou em 25, e em grande parte dos casos, os mortos são inocentes;
- Por que ninguém fala disso? Porque a maioria dos mortos são negros e pobres?
- Há quem seja a favor da ditadura. E essas pessoas também tem direito de se manifestar. Muitos acabam tendo a mesma postura totalitária que o próprio governo militar teve;
- Os mesmos que censuram os apoiadores da ditadura usam camiseta do Che e defendem ditaduras de esquerda também sanguinárias. Matar pela sua ideologia idiota é válido, mas pela ideologia idiota do outro é absurdo;
- A imprensa vem fazendo um alarde ridículo, mas foi quem mais apoiou o golpe (especialmente a Globo, que se tornou o que é hoje nessa época);
- Relembrar o passado é importante para não cometermos o mesmo erro, mas mais importante do que isso é tentar melhorar o presente, que está pior do que nunca;
- Quem acha que a gente vive em uma democracia plena é muito ingênuo (e isso, assim como nada do que foi postado aqui, é uma crítica ao governo ou a algum partido, são críticas gerais).


sábado, 13 de julho de 2013

PEARL JAM TWENTY

Estava assistindo o Pearl Jam Twenty, documentário da trajetória do Pearl Jam, e cheguei a algumas conclusões. Primeiro, comentando o doc, achei desrespeitoso eles não falarem nada sobre os bateristas da banda (fizeram uma esquete humorística de um minuto falando de todos eles, e falaram mais do Cameron, por ser o atual e por ter participado da história da banda). Excluíram os problemas especialmente com o Abbruzzese, que foi demitido da banda por motivos estúpidos e de vaidade do Eddie Vedder (senhor "não sou comercial"). Por outro lado, a parte mais interessante é a formação da banda, abordando o rico cenário de Seattle do fim dos anos 80 e início dos 90, que gerou o grunge, focando na banda Mother Love Bone, da qual Stone Gossard e Jeff Ament eram integrantes.

Outro fator interessante é ver que quem "destruiu" a banda também foi o próprio Eddie Vedder. Stone Gossard, cérebro da banda no início da carreira, disse no documentário que a partir do Vitalogy, quem tomou as rédeas musicais da banda foi o vocalista, e ainda disse que não gostou do resultado. Também é interessante o comentário do Jeff Ament sobre essa mudança. Ele diz que a banda buscava seguir os passos do Led Zeppelin, na questão de inovar a cada álbum, mas que o contrato com gravadora não permitia tanta "dedicação" no trabalho deles (é claro que ele não usou essas palavras, mas foi o que quis dizer). Outra coisa clara é que a falta de sintonia entre eles a partir dessa época, e que permaneceu até o incidente no Festival de Roskilde (onde, durante um show deles, 9 fãs morreram sufocados/pisoteados pela plateia). A partir dali a banda resolveu repensar a vida, época que marca com clareza o início da fase atual do Pearl Jam, que começou a produzir álbuns mais comerciais (Riot Act dois anos após o incidente). Engraçado pensar que no começo, eles reclamaram da mixagem do Ten e até do Vs. por ser excessivamente comercial. Comparando estes dois (melhores) discos do PJ com os atuais, são uma explosão de alternatividade e de autenticidade.

Também é interessante notar a união da banda, e, apesar dos problemas de ego e mesmo de personalidade e temperamento (Eddie teve uma infância dura, como várias letras das suas músicas sugerem). Além disso, ele sempre foi um cara autêntico. Chegar na premiação de um Grammy e dizer o que todos pensam "isso não significa nada", demonstra isso. Jeff também diz ter concordado com cada palavra, mas que não teria culhões para tê-las dito. Vedder ainda diz "não sei o sentido em dar um troféu para uma manifestação artística". Seria realmente engraçado a premiação do melhor artista plástico do ano. Stone também tira onda do prêmio, enquanto mostra a casa ele acha um Grammy jogado no porão (lembrando todas as paródias que os Simpsons fazem em relação a essa premiação estúpida).

Como os músicos dizem, "fritei" demais e esqueci o que mais tinha para falar, então é isso. O documentário é realmente interessante. É uma banda que tem história (que enfrentou a ticketmaster judicialmente, por exemplo), e na qual sua história teve notável influencia na sua música.

Nessa hora também é interessante lembrar que o Pearl Jam está para lançar um novo álbum, e que ontem mesmo revelou seu primeiro single. Uma música que foge da sonoridade da banda, com uma pegada punk (ritmo 2/2 acelerado, guitarras bem distorcidas, música curta). Particularmente gostei do resultado, me agradou mais que qualquer música do Backspacer, pior álbum da banda na minha opinião, e o mais comercial sem sombra de dúvidas.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O Jornalista de Redação na percepção apurada de um Gênio

Uma pequena verdade sobre os colegas de profissão. Espero que ninguem se ofenda.

"Nunca gostei de levar lá (na redação) os artigos, porque todo mundo era tão cheio de frescura, mas de frescura mesmo, um bando de metidos a besta e sem o menor motivo, ainda por cima(...)  Eram que nem os idiotas que tive que enfrentar quando entrei pela primeira vez na redação do jornal da Faculdade Municipal de Los Angeles em 1939 ou 1940 - todos aqueles bobalhões cheios de nove-horas, com viseira de jornalista na cabeça, a redigir os artigos mais sem graça e burros que se possa imaginar. Se dando tais ares de importância que não tinham nem a decência demonstrar que estavam vendo a gente ali, na barba deles. Pessoal que trabalha em jornal sempre foi a escória do ramo; qualquer faxineiro que recolhe modess usados numa latrina tem mais dignidade - evidentemente".


                                                                                                                   
Adendo 1: Bukowski por sorte não teve tanto contato com o telejornalismo (até teve, mas acredito que ele nem se dava ao trabalho de perder tempo com isso).

Adendo 2: Acredito que os jornalistas tenham essa soberba para compensar a falta de dinheiro. E também por acreditarem que realmente fazem um trabalho intelectual e de valor social (estou generalizando...em raros casos tem valor social e em menos casos ainda, valor intelectual, mas existe), quando já foram devorados pela alienação da técnica (o que é bem claro no caso dos jornais e sua factualidade). 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Minha Breve Análise dos Candidatos no Debate da CNT

Greca - Melhores propostas e ótimo histórico como prefeito. Foi citado positivamente por todos os candidatos, exceto pelo atual prefeito (tanto no trabalho que já fez como prefeito, quanto nas propostas atuais). Foi prolixo em alguns momentos.

Fruet - Me surpreendeu. Mil vezes melhor que no último debate. A aliança com o PT aparentemente rendeu bons frutos, já que está com um plano de governo bem voltado para o lado social. Apesar de tudo ainda teve um discurso muito engessado.

Ratinho Jr. - Começou bem, apresentando uma proposta coerente de planejamento urbano. Mas com o tempo foi se atrapalhando e mostrou que não tem uma oratória tão boa quanto eu acreditava. Não conseguiu expôr suas ideias muito bem.

Ducci - Discurso baseado em manipulação de informações. Sendo mais direto, mentiras. Oratória péssima, se atrapalha com as palavras (enquanto falava de segurança citou um tal de "Ministério do Brasil"), além de ter falado que a cidade tem muitos moradores de rua pois muitos fazem a opção de morar na rual, e que potencial construtivo não é dinheiro público e é uma solução inteligente para a Copa. Para ele, enquanto outras cidades construíram estádios para depois cedê-los aos times locais, Curitiba aproveita o potencial construtivo. Este sujeito é uma vergonha para Curitiba.
 


Carlos Moraes - Talvez o melhor do debate. Fala muito bem e não utilizou a linguagem de propaganda política, sabia quando atacar e quando apresentar propostas. Mas todas as propostas são absurdamente mirabolantes e fora da realidade.

Bruno Meirinho - Esquerda ideológica. Não tem muita habilidade com as palavras, mas tem conhecimento e é cheio de boa vontade. Também me surpreendeu positivamente.